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O jogador embarcou no Brasil na manhã desta terça e foi direto ao encontro do elenco que disputará o NBB 2011/2012

Kobe Bryant já está treinando com o elenco do Uniceub/Brasília, após confirmar a vinda para o Brasil por causa da greve na NBA (Liga Norte americana) o jogador disse que ja está em forma e pronto para mostrar seu talento aos brasileiros.Fã e Amigo de Ronaldinho Gaúcho o jogador Norte-Americano disse que o que pesou para vir jogar no Brasil foi a paixão que ele têm pelo país do samba.

 

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Alex, Nezinho e Guilherme confirmados!

“Nenhuma contratação é feita sem o meu aval”, diz José Carlos Vidal

Técnico do UniCeub/BRB diz que vai pensar com calma em reforços e que amanhã começará a conversar com os jogadores do elenco em busca de renovações. Alex, Guilherme e Nezinho já estão confirmados

Vagner Vargas - Correio Braziliense

Carlos Moura/CB/D.A Press

O técnico José Carlos Vidal esteve no Palácio do Buriti na tarde desta quinta-feira, junto com o time e os demais integrantes da comissão técnica do UniCeub/BRB, para receber do governador Agnelo Queiroz a ordem do mérito Brasília. Depois da cerimônia, o comandante do tricampeonato nacional conversou com o Super Esportes e falou sobre o futuro da equipe, os projetos para a próxima temporada e até de Seleção Brasileira. Segundo o treinador, os próximos passos do time estão definidos. “São três ações: manutenção, melhora e adequação da estrutura física e da retaguarda da equipe”, revelou.

Confira como foi o bate papo com o campeão do Novo Basquete Brasil (NBB).

O elenco
“Primeiro vamos fazer a manutenção da maioria da equipe. Pode haver algumas mudanças, porque um ou outro jogador pode ter propostas. Estão fechados Alex, Giovannoni e Nezinho. Com o restante do grupo vamos começar a conversar nesta sexta-feira. Depois vamos analisar com calma o que a equipe precisa. É um pouco complicado para vir jogadores top, porque onde eles vão jogar? Temos uma base titular muito forte. Teremos que trazer um pivô. O Lucas Tischer não poderá jogar as competições internacionais por conta de uma suspensão.”

Estrutura do time
“A outra ação é estruturar o ginásio da Asceb. Já chegou, não dá mais. Teve uma melhora, mas isso vai mudar por conta de exigência minha e dos patrocinadores. Se comprarem o piso, nós ficamos com um pouquinho mais de tranquilidade, e isso deve acontecer. Tendo o piso, podemos fazer jogos em ginásios com maior capacidade, e isso facilita nossa vida. O torcedor tem que ter prazer em ver os jogos, conforto. Vamos tentar fazer um programa de sócio-torcedor também, ter isso como forma de investimento para dar uma condição melhor a eles.”

Contratações
“Eu que estou definindo. Nenhuma contratação é feita sem o meu aval. Minha palavra é definitiva, já falei para alguns agentes. É claro que eu consulto uma comissão e os patrocinadores, mas a palavra final é minha. Já vieram alguns agentes oferecendo jogadores. É o espelho. Quem é que não quer jogar numa cidade que bota 18 mil pessoas no ginásio? É diferente.”

Carlos Silva/CB/D.A Press
Seleção Brasileira
“Não penso. Acho que é um processo. Tenho que me estabilizar mais como técnico. Eu acho que tenho que evoluir na carreira para um dia pensar nisso. Não é só por causa dos dois títulos que eu tenha condição. Se eu não tivesse largado por dois anos, talvez essa discussão fosse outra. Acho que no futuro a gente pode até discutir isso. No momento eu torço para o Brasil passar no Pré-Olímpico e para o Rubén Magnano.

Com trajetória praticamente irretocável, Brasília encerra temporada entre os líderes de diferentes fundamentos

Cadu Gomes/Divulgação

Fonte: Liga Nacional de Basquete

A conquista de um título nunca é por acaso. Em um campeonato tão disputado e equilibrado como foi a temporada 2010/2011, menos ainda. Vencedor da terceira edição do NBB, o Uniceub/BRB/Brasília fez prevalecer o seu domínio em diferentes fundamentos e faturou mais um troféu para sua galeria.

A campanha na temporada regular foi de 20 vitórias e oito derrotas, mesma campanha do então líder Vivo/Franca e do segundo colocado Pinheiros/SKY, ficando atrás apenas nos critérios de desempate. Jogando na cidade de Brasília, o retrospecto chama ainda mais a atenção: foram 12 jogos disputados e apenas uma derrota.

Os playoffs, supremacia como mandante foi mantida. Na capital federal, foram sete jogos e sete vitórias, desempenho que ajudou a equipe a bater o Unitri/Universo, nas quartas de final, por 3 a 2, e depois a superar Pinheiros/SKY e Vivo/Franca, ambos por 3 a 1, na semifinal e na final, mesmo com a desvantagem de atuar menos jogos em casa.

Mas a análise do título brasiliense passa também pela observação das estatísticas de alguns fundamentos importantes. Foi do time brasiliense o melhor ataque da competição, com 88,1 pontos marcados por jogo.

Além disso, em baixo do aro, Brasília também foi dominante. Quando o assunto foi rebotes, não teve para ninguém. O time cadango liderou esta estatística na temporada, com média de 33 rebotes por partida. Além disso, foi a terceira que mais distribuiu assistências. A média foi de 15,8 por jogo, sendo 6,5 saídas das mãos de Nezinho, o segundo colocado do NBB.

A defesa, outra arma importante do time da capital federal, também pode ser representada pelo alto número de roubos de bola. Neste quesito, ninguém foi melhor que os brasilienses. Em média, a equipe desarmou o adversário 8,5 vezes por jogo, com destaque para Nezinho, que liderou o NBB no fundamento, com 2,1 roubos por partida, e Alex, que aparece em sexto, com 1,7.

“A temporada foi nota dez. Quero agradecer primeiro a Deus pela temporada que nós fizemos. Todo mundo querendo jogar, então estamos em um momento alucinante. E acabar com quase 20 mil pessoas aqui no ginásio, estamos de parabéns, é um momento especial. Estou muito feliz aqui em Brasília”, disse o armador Nezinho.


Faltou Espaço

Desrespeito aos torcedores no ginásio Nilson Nelson causa problemas

Superlotação do Nilson Nelson causa problemas e deixa torcedores indignados. Organização suspeita de ação irregular de bilheteiros e cambistas e diz que os que se sentirem lesados poderão ser ressarcidos

Patrícia Banuth - Correio Braziliense

Marcos Serra/Esp. CB/D.A Press

Quem esteve no Ginásio Nilson Nelson na noite de terça-feira para acompanhar o jogo que definiu o UniCeub/BRB como tricampeão brasileiro sabe bem como o lugar estava completamente tomado pelos torcedores. Muitos viram o jogo em pé, mesmo tendo pago o ingresso. Obviamente, quem viveu essa situação não ficou nada satisfeito e ontem o motivo da superlotação veio à tona: bilheteiros desonestos se aliaram a cambistas para lucrar com a situação.

O advogado Celso Ferreira e três familiares foram ao ginásio. Ele percebeu algo estranho assim que entrou. O bilheteiro não destacou o canhoto do ingresso nem o depositou na urna. “Notei que ele estava com um maço de ingressos na mão. Quando vi que lá dentro tinha mais gente que a capacidade, desconfiei que os ingressos deviam estar sendo vendidos duas vezes. Quando percebi o que estava acontecendo, fiquei indignado”, afirma.

A suposição do advogado foi confirmada ontem pelo surpervisor do UniCeub/BRB, Marco Bajo, o Espanha. Segundo ele, dois ou três bilheteiros atuaram no jogo de forma ilegal e revenderam ingressos para os cambistas, provocando a superlotação. “Tenho muitas testemunhas que relataram que alguns seguranças estavam agindo de má fé e revendendo as entradas. Quando eu vi a quantidade de gente no Nilson Nelson, também me assustei. Vamos fazer uma reunião com a empresa de segurança que contratamos para que os responsáveis sejam punidos”, afirmou Espanha. “Com certeza da próxima vez não vamos contratá-los e vamos procurar outras medidas para que não haja novamente esse tipo de incidente. Quem estiver se sentindo prejudicado pode nos procurar na Asceb (904 Sul) para resolvermos a questão”, destaca.

É o caso de Pedro Henrique, 27 anos, e a namorada. Eles compraram ingresso para a arquibancada, mas como havia muita gente em pé e eles não conseguiam ver a quadra, foram embora para acompanhar a final pela televisão. “Gritávamos para as pessoas saírem da frente, mas o ginásio estava superlotado e não tinha para onde irem. A situação começou a ficar tensa, porque todo mundo queria ver o jogo, pelo qual pagou, mas não conseguia”, conta Pedro Henrique.

Carolina Cerqueira também passou por uma situação desagradável. Pagou por um ingresso de cadeira, mas teve que acompanhar a partida em pé, já que todos os lugares estavam tomados quando ela chegou.

O Quinto Quarto já vai começar…

Após título, atletas no UniCeub/BRB não terão muito descanso

Com o título do NBB nas mãos, jogadores do UniCeub/BRB têm compromissos variados nos próximos meses. Enquanto uns manterão a rotina no esporte, outros se aventuram até no mundo musical

Vagner Vargas - Correio Braziliense

Carlos Silva/CB/D.A Press

Nas últimas semanas, Brasília viveu e respirou basquete. Desde as semifinais do Novo Basquete Brasil (NBB), quando o time da casa, o UniCeub/BRB, enfrentou o Pinheiros, até a decisão, contra Franca, os brasilienses não falavam de outra coisa. E essa relação foi fechada com chave de ouro na terça-feira, com o Nilson Nelson lotado e a equipe candanga campeã em cima dos francanos. Mas, e agora? Com o próximo torneio nacional previsto para começar só em 18 de novembro, o que farão os responsáveis pela conquista?

Para grande parte dos campeões, descansar e aproveitar o tempo sem responsabilidades dentro de quadra será complicado. Enquanto Alex, Nezinho e Guilherme Giovannoni devem ser chamados por Rubén Magnano para defender a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico das Américas, outros atletas já têm um compromisso mais próximo. “A gente tem os Jogos Mundiais Militares agora. Eu, Arthur e Nezinho vamos participar. A apresentação já é em junho”, revelou Rossi, sobre a competição que acontece entre 16 e 24 de julho, no Rio de Janeiro.

Depois disso, os que não forem para a Seleção devem ter mais algumas semanas para relaxar. “A gente só se reapresenta no time de novo lá para o fim de agosto, então dá mais ou menos um mês de descanso. Mas a gente não pode relaxar muito não, temos mais responsabilidade na próxima temporada”, destacou o camisa 17, que ainda não renovou contrato. Companheiro dele no Rio, Arthur também não assinou com o UniCeub/BRB para a próxima temporada, mas pode se juntar a Alex, Nezinho e Giovannoni em breve. “Devo renovar por agora”, adiantou.

O ala, por sinal, disse que o período afastado das quadras serve para que ele possa aproveitar o tempo de maneiras que geralmente não consegue. “Fico sem compromisso. Aproveito para viajar um pouco e também fazer as coisas que não dá para fazer durante a temporada, como passar os feriados com a família”, citou o camisa 4, que também quer aproveitar para andar de kart e viajar com a namorada.

Em outra área
Quem também vai aproveitar o descanso do basquete para trabalhar é o ala-pivô Márcio Cipriano. Além de defender o UniCeub/BRB nas quadras, o jogador também é músico e vai usar o tempo livre para se dedicar a um novo projeto. “Vou trabalhar na produção do meu DVD, chamado Música Negra Brasileira. Vou ficar nisso para deixar tudo bonitinho. As gravações vão ser no próximo mês, entre 21 e 23 de junho”, anunciou.

Passada a gravação, Cipriano já tem planos fechados para fazer durante as férias. “Acabando o trabalho com o DVD, vou para Nova York em 7 de julho, passear com a família”, revelou o ala-pivô, que não tem contrato com a equipe candanga para a próxima temporada. “A gente vai conversar ainda.”

O Correio também entrou em contato com o diretor da equipe, Jorge Bastos, para perguntar quem fica e quem sai do clube. Segundo o dirigente, ainda não há definições concretas e quem vai ajudar a tratar do assunto e buscar novas contratações é o técnico José Carlos Vidal. Mas Jorge se mostrou otimista com a manutenção do elenco. “Pelo que eu estou vendo, vamos renovar com todo mundo.”

Análise da notícia

Reforçar é preciso
A frase clássica diz que “em time que está ganhando não se mexe”. Mas para o UniCeub/BRB, a máxima não deve valer tanto assim. A tendência é que a próxima edição do NBB seja ainda mais disputada, com os times investindo mais e formando elencos mais fortes. Por isso, a equipe não pode ficar restrita a renovar o contrato dos atletas atuais se quiser repetir o sucesso na temporada seguinte. Os candangos precisam investir em pelo menos mais um armador, um ala e um pivô para dar mais opções ao técnico José Carlos Vidal.

Direto do Forno

Saiba mais
Para a próxima temporada, que começa em 18 de novembro, a principal novidade é a final da competição. Em 2011-2012, o campeão será decidido em jogo único. A decisão foi tomada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em conjunto com os clubes, para que a partida seja transmitida em tevê aberta, chegue a um público maior e gere maior lucro com patrocinadores. Devido aos recordes de público na cidade, há possibilidade de Brasília sediar o Jogo das Estrelas.

Giovannoni em Brasília por mais 2 anos

Giovannoni comemora título e diz que fica mais dois anos

Ala-pivô também aproveitou para agradecer a torcida e elogiar o armador Nezinho, que segundo ele muitas vezes é injustiçado

Vagner Vargas - Correio Braziliense

Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

Dentro de quadra, o ala-pivô Guilherme Giovannoni foi uma das principais peças do UniCeub/BRB para chegar ao tricampeonato nacional. E para a alegria da torcida brasiliense, o camisa 12 ainda tem vida longa na capital, defendendo o time da cidade. “Não sei nem se eu posso falar, mas proposta eu não vou receber mais. Tenho mais dois anos aqui”, revelou o melhor jogador das finais do Novo Basquete Brasil (NBB).

Visivelmente emocionado com a conquista, Giovannoni revelou o momento em que percebeu que o título estava garantido. “Foi quando eu vi o Nezinho chorando. Ali ele fez eu me emocionar também”, assumiu, aproveitando para defender o companheiro. “Dão muita paulada nele, ele merece muito esse título. Muitas coisas que falam dele são injustas. É um grande jogador, um excelente cara de grupo e tem um coração que não cabe no peito dele. Ele, mais do que ninguém, merece.”

Perguntado se o título desta terça-feira vai ficar mais marcado na memória do que o do ano passado, sobre o Flamengo, Giovannoni concordou. “Sem dúvida alguma me emocionou. O fato de a gente não ter podido jogar aqui o quinto jogo tirou um pouco o gostinho. Com o ginásio lotado como estava, só tenho que agradecer a todo mundo de Brasília”, afirmou. “Ano passado foi muito gostoso, mas jogando em casa é diferente. A nossa torcida deu uma festa muito bonita. A gente já sabia que ia ter casa cheia”, destacou o craque da final.

Outra característica marcante, segundo o próprio Giovannoni, é a “chatice” dele em relação à perfeição. E antes da partida final contra Franca, não foi diferente. De acordo com o jogador, os companheiros sofreram. “Eu briguei com todo mundo, não perdoei um. É um dia especial e tenso. Eu sou chato, não paro. Quando eu vejo alguma coisa um pouco errada, começo a me irritar. Quando a gente perdeu o terceiro jogo lá, deu para ver na cara de todo mundo que não tinha descido a derrota. Todo mundo voltou da viagem muito focado e concentrado no que cada um tinha que fazer”, explicou o “chato” e campeão ala-pivô.

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